quinta-feira, 16 de agosto de 2007

sem passos.

“A teoria anarquista, a verdadeira teoria, é uma só. Tenho a que sempre tive, desde que me tornei anarquista. Você já vai ver... ia eu dizendo que, como era lúcido por natureza, me tornei anarquista consciente. Ora o que é um anarquista? É um revoltado contra a injustiça de nascermos desiguais socialmente – no fundo é só isto. E daí resulta, como é de ver, a revolta contra as convenções sociais que tornam essa desigualdade possível” – Fernando Pessoa.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

a extensão dos braços.

e ele te joga contra a parede, você esperneia mas não faz diferença.até se pergunta se suas costas estão coladas pra você não sair assim do lugar, mas não, você sabe que não estão.você sabe que sim, sabe que sim, sabe que o traz.pede assim, sorri pra mim.tente agora, o que sentiu explodir a dias atrás.encontre em nós, seja assim.me torne bem, me faça aqui.enquanto corre, enquanto busca.pensa forte e aperta os olhos pra que apareça a sua frente como mágica.aperte os olhos, não precisa esfregar, só olha bem a frente,porque pode ter certeza que vou te buscar.


segunda-feira, 18 de junho de 2007

pontos comuns de uma mesma mentira.

Escolha.
Liberdade.
Ainda me pergunto de onde tiraram o significado que atribuem a esses dois termos juntos.
sendo que a consonância só finge trazer uma resposta confortável aos moldes socias do comportamento superficial e plástico.
E pensar que estes significados são tão jovens como nós, com significados tão jovens e cegos que foram traçados, bem traçados, marcados pra nos conquistar com simples confortos atrás de uma cifra.
Liberdade é sinônimo de capacidade de compra, e "escolha" nunca fora opções sob um julgo a decidir, mas cartas marcadas de um senhor que manda obedecer, culpar e no consentimento consumir.
Termos nacidos em um sentindo histórico comum, mas forçados a andar juntos apenas porque afirmaram que o homem tudo pode quando o seu tudo($) pode.

Não deveriamos pensar liberdade ao fim de nossa gênese de existência? O cunho fundamental não estaria centrado no outro do que a um ponto único? Atemporal e egoísta?
Não deveriamos pensar escolha como um leque aberto da nossa capacidade comum de agir e optar e não simplesmente como uma cartilha controlada por ranços comuns?

Ah! Se agora eu soube-se que respiro por viver e não por ter algo a que ter em minhas mãos.
Ah! Se capaz fosse de enxergar com olhos distantes da própria ideia de liberdade.
Não estariamos chorando aos cantos sozinhos.
O ínicio seria o outro, o fim seria o outro, o tudo seria o nosso nada, pois haveriamos de construir toda referência pelas nossas próprias posturas, e pensar, um no outro como um só, comum, e não excludente a uma forma jurídica.

Enquanto isso, os dois termos apenas se orientam por um pano de fundo, e aqueles que abraçam o sentido vigente apenas conseguem dar a outra face a bater, nunca a revidar.

sábado, 16 de junho de 2007

implodir denovo.

DSC03540
a falta.
não é tão seguro se agarrar assim, só porque quis denovo sorrir pro espelho, e esperar que ele sorria de volta. é facil demais acreditar que ele sorri de volta porque vc simplismente quer, e nada de gosto há nisso.

reconstruir é simples, mas destruir é se por a prova.
é querer encerrar. é buscar desacreditar, se tornar descrente por algo, não por gosto, ou por anseio, mas por vontade, negar a própria idéia de certeza, e se lançar a um mar novo sem respostas e apenas com vontades a construir.

desvencilhar a culpa própria que sempre trouxe como pretesto de um frio no estômago e fuga.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

a velha porta.

de todos, o coração calado.
lembro como era frio aquela paz, como ela ficava gritando solitária e um sorriso a fazia delirar.
burburos e quereres, querer-te bem, querer-te aqui, tão longe como a extensão de meus braços.
talvez essa distância fosse a máxima que permite-se em ti enxergar o que ainda restas em ser, meu coração, minha voz.

hoje sorrio pronto, calado mas mesmo assim com a carta aberta dos dias ao chão.
te enxergo forte, com o peito aberto, e a dor de te querer em paz.
por mais que destoe glorioso o sentimento e tolas as virtudes, a falta ainda corrobora com a mediucridade da distância, com as cartas amargas de dias novos, e a fraqueza do querer.
somos jovens, somos o chão.
fazemos o tempo girar na palma das mãos como nosso único segundo de paz.
o momento se faz único, os dedos passam nas costas, em sentidos circulares ou num forte aperto de gostos.

envelhecer significa enxergar.
pelo menos de uma maneira diferente e recludente a tudo que já se permitiu acreditar e ver.
grito não por saudade, mas por saber que ainda aqui, guardo e guardarei um canto teu.
mesmo que atrasado, somos nós.
e somo o que devemos ser.
vivos.

a porta é a mesma, o que ela faz ainda é o mesmo,
mas quem a tocou, são poucos capazes de fazer com que ela abra, e permaneça por muito tempo aberta, sem querer fechar. não por ti.
fim.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

meu dia!



quanto mais o tempo passa, mais tenho certeza que só sou o que sou pois tenho força em mim, errando, acertando, isso não faz diferença. o que faz é apenas ser como você procura ser, melhor pros outros e melhor pra si.
obrigado a todos. hoje é meu dia e ninguém tira isso de mim.

terça-feira, 29 de maio de 2007

simplesmente tenho você em mim.

Eu me perdi, junto às palavras de um "por que?"
eu me vendi, sem ao menos dizer adeus
e foi assim então, que me permiti voltar.

eu me venci, se enganando pelos olhos teus
tão simples assim, como eu ouvi o teu adeus

parado no ar,
assim como o tempo vai...

eu me vendi, a frias palavras de um "por que?"
também me perdi, junto à cor dos olhos teus.

escute aqui se tiver coragem!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

a sobriedade de nossa bebisssseeece!

mais uma noite..
mais uma revolta..
só mais um segundo, enquanto eu conseguir catar letras em formas
só mais um ditado, da minha alma
só mais uma luxuria do teu sorriso a me fazer melhor
as palavras embolam e ainda estou com vc
a noite vem e vc me faz aqui
enquanto eu puder achar como posso formar palavras
equanto eu ainda nao dormi com a cabeça no teclado.
te espero na cama.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

a sua revolta de bolso.

você olha de longe, tira a culpa das suas costas, se quiser, chega a despresar e dizer que não vale de nada, os passos firmes, mãos ao céu. você afirma que não vale nada, pelo simples fato de não estar ali, tira a culpa das costas, do que acontece alí também faz parte de você. camisas brancas e manchas em vermelho, talvez fosse melhor se uma bomba não tivesse estourado, e o gás não tivesse saido pra te fazer chorar, coçar os olhos, e falar mal, pois você olha de longe, tira a culpa das costas, aponta o dedo e tira a razão do peito, a emoção do cérebro, e simplesmente diz que não vale nada.afirma que está só, se faz só, tira a culpa das costas, veste qualquer rótulo provisório, se destaca e se diz melhor, por ter tirado a culpa das costas, por aquela bala não ter atingido você, e achar que nunca atingirá. que a borracha marque a suas costas, pois acredita não fazer parte. de longe é sua cabeça. de longe é sua revolta. que tira a culpa das costas. que pede pra não estar alí por se achar melhor.a marcha cega, do seu olhar forte. a canção roga, a vozes alastram as esquinas, bueiros viram canecas de sangue, quando a chuva cair e lavar o chão, pisado e marcado por nós.você olha de longe, diz nada valer a pena.tira a culpa das costas, e se afirma ideal por ter razão maior, que é simplismente tirar a culpa das costas.não diga que você não faz parte, pois um dia, a certeza te acertará no peito, e verá teus irmãos chorarem por algo que você simplesmente ignorou.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

a rima a dois.

saudades.
pronto.
ponto.
do único tolo momento da minha paz.
fez saudade.
ponto.

agora ir.
meu coração ficar.
o olho.
pronto.
o soluço.
ponto.
do tolo sou o melhor.
do tonto termino em ponto.

meu coração ir.
em você ficar.
em mim.
ponto.
pronto.
saudades.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

a perder.

paro e vejo até onde cheguei. paro e penso.
se hoje estou aqui. não foi por desculpas e culpas de egos feridos.
foi porque eu simplesmente decidi me matar, para você viver melhor.
o meu centro é ser melhor pra você.. mesmo que não entenda.
eu entenderei quando nunca mais nos encontrarmos.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

um novo dia, um velho post..

hoje tava puto pq a porra desse pc só dava pal.. resolução 640x480 e cor a 4bits! acreditem! é pior que monocromático! dai apalei, coloquei no máximo que a placa aguenta.. agora ta em 1280x1024.. ta tudo pequeno agora e ótimo pra não se ver.. nem mesmo o que eu to escrevendo..
sobre o sono, ele ta aqui me jogando contra o teclado, e to relutante em não querer durmir mesmo sabendo que acordar cedo é o que eu tenho que fazer, certas coisas me confortam, certas me estressam e outras me espantam..
por exemplo, como eu não tenho coragem de assumir "certas" coisas que vocês estão cansados de saber, mas convenhamos que até minha morte, estas palavras não sairão da minha boca!
porém, contudo, todavia e parando de enxer linguiça...
hoje eu percebi mais uma vez em mim de como a geladeira é uma amiga forte pra me fazer lembrar das coisas e ativar meu cérebro! a conta de luz sai cara, não pela lâmpada acendeno na cabeça, mas pelo abre e fecha sem pegar nada dentro dela..! é incrível, que, o arzinho frio e você abrir simplesmente sem pegar um jarro d´água nos mostram tantas coisas!
tentei ver se o armário da dispensa também era capaz de fazer isso, mas vi que quando abro ele é pra pegar miojo.. nada mais passa na minha cabeça se for isso..
axo que é o mal costume de fazer uma coisa e pensar em 3 outras ao mesmo tempo.. ou cantar uma música e discutir alguma corrente filosófica na cabeça, ou deixar a mente indo embora na hora de dormir, onde começo a pensar coisas absurdas, como uma vaca ninja entrando no meu quarto pra pegar minha bicicleta dourada.. detalhe.. ela mascava "ping-pong"...
enfim! vamos dormir pois o proveito é melhor.. melhor melhor!

guten nacht!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

terraplane blueeeeesly

Robert Johnson morreu aos 27 anos, em 1937, 3 dias depois após ter gravado a segunda seção de seu albúm. Sinceramente, ele é um dos caras que faz o blues ter uma mágica até hoje, ele é responsável por isso. Escrevendo músicas sobre o que ele esperava dele, sobre o demônio, sobre o que realmente estaria por vir na sua vida. Incrivelmente há poucos relatos e escritas, como em tão pouco tempo ele adquiriu dom pra ser um esplendido músico e cantor. E fundou com sua característica noção de música, um blues descompaçado e melancôlico. Pouco se sabe sobre a vida particular de Robert Johnson além de que em 1930 ele se casou e teve a sua esposa morta durante o parto e que a partir disto ele se decidiu a se tornar um bluesman de verdade.
Em um espaço de tempo surpreendentemente curto Johnson se tornou um mestre da guitarra de Blues. Daí vem a lenda que que ele tinha feito um pacto com o demônio.
Há rumores de que ele foi envenenado em 1937 com estriquinina misturada com whiskey depois de flertar a mulher de um cara importante no local. Outros dizem que o demônio simplesmente veio pegar o que lhe era por direito... o preço por ter feito de Johson um exímio guitarrista e músico em tão pouco tempo..
O que nos resta dizer simplesmente é que, ele era foda!

http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2006/03/robert-johnson.html

segunda-feira, 9 de abril de 2007

de encontro ao chão.

incrivelmente aquela sensação não saiu da minha cabeça... 2 minutos de queda livre no ar.. tempo de mais pra se pensar.. e tempo de menos pra se ter o que pensar.. mas a sensação não incomoda.. alías ela te traz um frio que sobe a espinha e torna mais claro tudo que você pensa e sente depois..
não que eu tenha pulado de um precipício ou me jogado de um carro.. mas simplesmente a sensação não sai da minha cabeça

terça-feira, 3 de abril de 2007

centrífugo e etnocêntrico!

A força centrífuga, como diz a nossa ditosa lei da física, nada mais é do que uma força inercial. O objeto apenas segue uma força circular paralela ao eixo de rotação afastando deste corpos materiais, e, como toda força inercial, pode ser eliminada, passando-se a um referencial inercial.
Assim somos nós. Corpos conscientes da razão, luz, valores, crenças, e tangíveis sempre ao nosso ponto. Assim somos etnocêntricos, até mesmo quando dizemos não ser, quando nos colocamos afastados, apenas estamos em inércia, nos fazemos inertes mas sempre se orientando pelo centro.
Ao se dizer próprio de respostas, livre de moral ou credo, você nada mais coloca uma desculpa no centro pra se afastar de mentiras que ainda nao eliminou de si mesmo.
Se ao se julgar livre, capaz, tangível, e certo demais ao ver a diferença e se dizer compreensível a ela, lembre-se que está apenas em um força de fuga ao centro, e não necessariamente consegue se desvencilhar deste.
O centro é confortável, tangível, uno e trino. Mas cego, não por ofuscar uma verdade, que simplesmente não existe, mas por impedir de ver que tal verdade é apenas uma faceta de crença, muitas vezes imposta colonialmente ou de forma imperial.
Ao construir a significancia de suas razões sociais, lembre-se que por trás da mesma mentiras foram usadas ao longo do século como causa divinas e únicas, para matar, massacrar, civilizar, e destruir a tudo que se "tinha" como diferente.
De colonizados, apenas nos fazemos colonos.

domingo, 25 de março de 2007

não conte a ninguém.

ás vezes eu me pergunto porque volto a sentir certas coisas, já que não alimento a anos um centímetro de culpa na minha cabeça.. parece que mesmo com tudo um vazio sempre fica ali marcado.. esperando uma hora certa pra explodir e contaminar todo o todo com esse sentimento de vazio.. uma frieza, uma estaticidade, uma resignação..
mas como assim? como pode ainda fazer parte dessa mentira que sou eu?
que por muito tempo não se engana.. não se diz melhor.. muito menos pior do que é..
eu sei que ainda sou 1/8 do que podia ser.. eu sei disso.. e não é pq estou me pondo afastado, ou não estou tentando.. é que tem horas que parece ki jogam teu chão num compressor.. destruir tudo que acredita é bom.. é essencial.. não me culpo por isso.. nao me puno por agora.. tenho que agradecer por agora..
só queria saber.. quando vai parar de doer.

sexta-feira, 23 de março de 2007

dias de janeiro calor demais...

(...)Eu vou sair
vou ficar só
si o ré diz mi
fa si li dó
eu vou sair
vou ficar só
lá, lá, lá, lá


quinta-feira, 22 de março de 2007

sobre coisas não ditas.

olha bem!
eu não estaria aqui se já tivesse dito isso mais de uma vez!
eu não estaria olhando pra vc agora só pq deixei isso de lado!
nunca!
mas olha bem!
não é porque deixou de fazer, é porque deixou de acreditar no que poderia ter feito, ter sido... e ficou vislumbrando sozinho sobre oque gostaria de se tornar!
pois olha bem! o dia não acabou! e se não disse, eu ainda estou aqui pra ouvir!
então escuta bem!
mesmo se tudo isso se tornasse um simples momento tolo com um sorriso no canto da boca eu diria novamente.
que o que nunca disse não foi por não querer dizer, que o que nunca fiz não foi por não querer fazer, que o que nunca me tornei não foi por querer ser..
mas porque eu acredito que as pessoas sempre colocam seu orgulho antes de qualquer derrota, antes de qualquer despejo de consciencia, e não sabem o que na verdade aconteceria se assumissem sua arrogância.
é! então olha bem pro seu lado pois eu nunca saí daí!

quarta-feira, 21 de março de 2007

be the light!

Pensei que aguentaria gritar um pouco mais sem ficar roco... mas sabe que me senti bem com isso!? Simplesmente na primeira música berrada, fazer bem! E porque a roquidão era só uma forma de dizer o que soa muitas vezes repetidamente na nossa cabeça e nos aponta nos olhos, nos denuncia na respiração ofegante e na direção de nossa vontade!
Nós sempre sabemos o melhor, e fazemos o melhor. Porém, poucos escutam o que só você sabe ouvir. Aliás, ninguém precisa escutar!
Guardo pra mim o que é meu, sinto em mim o que é seu e isso faz melhor por nós.
Não precisa deixar as luzes acesas, essa noite não, sei que na janela é apenas um galho, e o barulho é só um gato no telhado fazendo o que não deve.
Hoje não, pois tenho você comigo.
Boa semana a todos!

sexta-feira, 16 de março de 2007

when that day comes... there will be no regrets!

Bem! A gente coloca um pé na frente, e leva o outro junto, vai acelarando o ritmo, e quando vê tá o mais longe possível de casa, e assim simplesmente deve ser, pois me faz sentir melhor, não pelo que me espera na chegada, não pelo que eu esperava na saída, mas o simples fato de desvencilhar de algumas coisas mortas que sempre ficam em nossas cabeças e parece que alguém todo dia escreve elas e cola num pedacinho de papel no espelho do banheiro.. Atormentado demais? Que nada! Saudade!

Gute Nacht!

quarta-feira, 14 de março de 2007

terça-feira, 13 de março de 2007

coisas concretas!

A gente envelhece e acha que vai entendendo um pouco mais as coisas coisas que acontecem ao nosso redor. Quem dera! Mas não é frustrante esta descoberta. Ela somente enriquece a máxima de que não somos donos de nada, não somos onipotentes e que erramos, por mais que não queiramos, isso é natural, e simplesmente não é o fim do mundo. Simplesmente é nossa velhice jovem nos dizendo pra olhar de outra maneira, buscar outro passo ou "esquece, deixa isso pra lá e vá dormir um pouco"! Pode ser que as nossas interpretações sobre "conhecer melhor as coisas" nada mais é do que as categorias que construimos e abraçamos como verdades. Estes campos simbólicos nos oritentam sobre outras formas categóricas, valores, normas, etc, assim a medida que pulimos uma dessas pérolas falsas demasiadamente, acreditamos que elas desvencilham em verdade únicas, porém póstumas a uma compreensão sobre a realidade de tudo. Julgamos e somos julgados, apontamas mas o mais interessante é que nunca adimitimos que também estamos errados, que o apontamento do outro é tão válido como o nosso. Nossas categorias, são somente objetos de indentificação em um corpo social que busca a padronização. A linguagem assim, toma forma de reger esse ato, e toda significação contida a cada vírgula tem por objetivo final a execração da forma, metafísica e essencial de bom cidadão. As 4 causas aristotélicas nos dão tanto trabalho, e servem apenas pra nos dizer que sabemos rotular e garantir a discriminação.

sábado, 10 de março de 2007

um sorriso e duas palavras...

De dois em dois o texto se alonga... a gente escreve, escreve e tenta fazer o argumento valer a pena... talvez ele valha mesmo, ou talvez, não sirva pra nada.. mas mesmo assim a gente escreve, continua nossa saga muitas vezes batidas como aquelas canções bregas... meião comprido bem no tornozelo e faixinha na testa... é assim nossa escrita.. leve, pesada.. não importa.. por mais brega e tola que pareça é nossa escrita.. sem lirismo e sem rima, são nossas mentiras. Aquelas coisas que não contamos nem pra nós mesmos mas sempre dizemos pela ponta de um lápis.. na ponta de uma tecla.. por que será que insistem em sair de nossos dedos? Bem, melhor que sair de outro lugar né.. porque senão só vem merda.. e dai não há porque insistir em aguentar.. em continuar a escrever...
O interessante é que a gente por mais que não tenha nada a dizer escreve, prossegue.. e se sente confortável com isso... talvez pela falta de propósito ou intenção na escrita, pois, quando há a obrigação de escrever, mesmo que esteja bem pra isto e tente.. notepad´s serão fechados sem salvar, folhas serão amassadas, e nada se concluí.. ou melhor! se concluí que, a não obrigação é a melhor coisa pra rabiscar alguns desenhos no final do caderno ou simplesmente pensar em alguem..
Se duas palavras bastassem, me faço mudo pra guarda-las comigo pra sempre.. ao seu lado.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Erga omnes!

No cômodo afago da poltrona.
A luz na frente de teus olhos piscam!
Pessoas estão a pedir!
Você está a gozar da real glória que nos faz todos civilizados e senis!

Mas contra quem!?
Contra todos! Contra nós mesmos!
O grito surge de dentro! A raiva ainda mostra que não está perdida debaixo de discursos eloquentes sobre a revolta.

Erga omnes! Erga omnes!
Se levante homem e contra todos ouse sem esitar!
Grite mas não com a propriedade de um balconista!
Grite como a propriedade de homem!

O princípio de teu ser, está nas mãos que um dia negará!
Quanto mais pensar, ou, o próprio loco de deken sobre si mesmo já se torna o princípio da negação!

Não passa por sua testa que te chamam de um nome, que te veneram calado e palpitam por um estado sempre sem reação?
Tu não figuras que é sempre a mesma postura a engolir sem esforço a mesma palavra todos os dias?
Contra todos significa contra si mesmo!
Então se levante homem e desligue essa tv!

quarta-feira, 7 de março de 2007

ditirambo de tomahawk

(...)E a impressão que a gente tem das coisas, o molde que traçamos às interpretações cheias de significado na nossa cabeça, me fazem perguntar porque nos silenciamos e nos tornamos certos demais de um resposta tão complicada, e dizemos que ela significa algo simples. Garantir a presença do chão, o domínio do chão sobre o ouvinte, a verdade se toma como rarefeita, e o olhar retórico garante o senso aceito e compartilhado. Deuses se fazem e mitos surgem sobre a velha forma da proposta única, de que a palma da mão é lida por todos, mas só um sabe o que diz.
É sobre nos mesmos que dizemos, que apontamos a culpa e que nos revestimo da humildade para se ter a sociabilidade induzida. O fraco se faz enganar por todos, se faz ter por todos, querer por todos, a se pertencer por todos, onde ignora o sentir e mascara o sorriso. O fraco aponta o peito contra a arma, sente o gatilho puxar apenas pra se lembrar em um livro de história.. Marca e origem, é sobre nós que dizemos, é sobre nos que escrevemos, sobre a negligência das entrelinhas, sobre as coisas não ditas que os melhores ditos livros se destoam. Pois eles nunca conseguem falar sobre o que realmente deveria ser lido. E você sabe o que.

humano, demasiado humano

Menos poético soaria a contradição de nossas palavras se não fizéssemos disso apenas uma arma pra nossa intolerância... como o molde do jargão, a veracidade da moral, a essência dos termos que empregamos como se fossem cunhados por um martelo. Tanger sobre a ausência da resposta. Pela eloquência dos rumores que nos cercam quando pesada nossa cabeça se faz ao travesseiro, não por uma consciência pesada moldada pela culpa, mas pelos planos mirabolantes de outrora, quando suas pernas não eram tão bambas ao dia nascer.