quarta-feira, 7 de março de 2007

ditirambo de tomahawk

(...)E a impressão que a gente tem das coisas, o molde que traçamos às interpretações cheias de significado na nossa cabeça, me fazem perguntar porque nos silenciamos e nos tornamos certos demais de um resposta tão complicada, e dizemos que ela significa algo simples. Garantir a presença do chão, o domínio do chão sobre o ouvinte, a verdade se toma como rarefeita, e o olhar retórico garante o senso aceito e compartilhado. Deuses se fazem e mitos surgem sobre a velha forma da proposta única, de que a palma da mão é lida por todos, mas só um sabe o que diz.
É sobre nos mesmos que dizemos, que apontamos a culpa e que nos revestimo da humildade para se ter a sociabilidade induzida. O fraco se faz enganar por todos, se faz ter por todos, querer por todos, a se pertencer por todos, onde ignora o sentir e mascara o sorriso. O fraco aponta o peito contra a arma, sente o gatilho puxar apenas pra se lembrar em um livro de história.. Marca e origem, é sobre nós que dizemos, é sobre nos que escrevemos, sobre a negligência das entrelinhas, sobre as coisas não ditas que os melhores ditos livros se destoam. Pois eles nunca conseguem falar sobre o que realmente deveria ser lido. E você sabe o que.

Um comentário:

Anônimo disse...

as coisas se passam na nossa frente, bem debaixo do nosso nariz de uma forma totalmente explicita fazendo nos tornar mesquinhos em alguns pontos..talvez por medo, silenciamos. criamos significado para tudo.não precisamos nos apoiar em uma "divindade", mas as propostas ao fraco se torna algo confortavel.