domingo, 25 de março de 2007

não conte a ninguém.

ás vezes eu me pergunto porque volto a sentir certas coisas, já que não alimento a anos um centímetro de culpa na minha cabeça.. parece que mesmo com tudo um vazio sempre fica ali marcado.. esperando uma hora certa pra explodir e contaminar todo o todo com esse sentimento de vazio.. uma frieza, uma estaticidade, uma resignação..
mas como assim? como pode ainda fazer parte dessa mentira que sou eu?
que por muito tempo não se engana.. não se diz melhor.. muito menos pior do que é..
eu sei que ainda sou 1/8 do que podia ser.. eu sei disso.. e não é pq estou me pondo afastado, ou não estou tentando.. é que tem horas que parece ki jogam teu chão num compressor.. destruir tudo que acredita é bom.. é essencial.. não me culpo por isso.. nao me puno por agora.. tenho que agradecer por agora..
só queria saber.. quando vai parar de doer.

sexta-feira, 23 de março de 2007

dias de janeiro calor demais...

(...)Eu vou sair
vou ficar só
si o ré diz mi
fa si li dó
eu vou sair
vou ficar só
lá, lá, lá, lá


quinta-feira, 22 de março de 2007

sobre coisas não ditas.

olha bem!
eu não estaria aqui se já tivesse dito isso mais de uma vez!
eu não estaria olhando pra vc agora só pq deixei isso de lado!
nunca!
mas olha bem!
não é porque deixou de fazer, é porque deixou de acreditar no que poderia ter feito, ter sido... e ficou vislumbrando sozinho sobre oque gostaria de se tornar!
pois olha bem! o dia não acabou! e se não disse, eu ainda estou aqui pra ouvir!
então escuta bem!
mesmo se tudo isso se tornasse um simples momento tolo com um sorriso no canto da boca eu diria novamente.
que o que nunca disse não foi por não querer dizer, que o que nunca fiz não foi por não querer fazer, que o que nunca me tornei não foi por querer ser..
mas porque eu acredito que as pessoas sempre colocam seu orgulho antes de qualquer derrota, antes de qualquer despejo de consciencia, e não sabem o que na verdade aconteceria se assumissem sua arrogância.
é! então olha bem pro seu lado pois eu nunca saí daí!

quarta-feira, 21 de março de 2007

be the light!

Pensei que aguentaria gritar um pouco mais sem ficar roco... mas sabe que me senti bem com isso!? Simplesmente na primeira música berrada, fazer bem! E porque a roquidão era só uma forma de dizer o que soa muitas vezes repetidamente na nossa cabeça e nos aponta nos olhos, nos denuncia na respiração ofegante e na direção de nossa vontade!
Nós sempre sabemos o melhor, e fazemos o melhor. Porém, poucos escutam o que só você sabe ouvir. Aliás, ninguém precisa escutar!
Guardo pra mim o que é meu, sinto em mim o que é seu e isso faz melhor por nós.
Não precisa deixar as luzes acesas, essa noite não, sei que na janela é apenas um galho, e o barulho é só um gato no telhado fazendo o que não deve.
Hoje não, pois tenho você comigo.
Boa semana a todos!

sexta-feira, 16 de março de 2007

when that day comes... there will be no regrets!

Bem! A gente coloca um pé na frente, e leva o outro junto, vai acelarando o ritmo, e quando vê tá o mais longe possível de casa, e assim simplesmente deve ser, pois me faz sentir melhor, não pelo que me espera na chegada, não pelo que eu esperava na saída, mas o simples fato de desvencilhar de algumas coisas mortas que sempre ficam em nossas cabeças e parece que alguém todo dia escreve elas e cola num pedacinho de papel no espelho do banheiro.. Atormentado demais? Que nada! Saudade!

Gute Nacht!

quarta-feira, 14 de março de 2007

terça-feira, 13 de março de 2007

coisas concretas!

A gente envelhece e acha que vai entendendo um pouco mais as coisas coisas que acontecem ao nosso redor. Quem dera! Mas não é frustrante esta descoberta. Ela somente enriquece a máxima de que não somos donos de nada, não somos onipotentes e que erramos, por mais que não queiramos, isso é natural, e simplesmente não é o fim do mundo. Simplesmente é nossa velhice jovem nos dizendo pra olhar de outra maneira, buscar outro passo ou "esquece, deixa isso pra lá e vá dormir um pouco"! Pode ser que as nossas interpretações sobre "conhecer melhor as coisas" nada mais é do que as categorias que construimos e abraçamos como verdades. Estes campos simbólicos nos oritentam sobre outras formas categóricas, valores, normas, etc, assim a medida que pulimos uma dessas pérolas falsas demasiadamente, acreditamos que elas desvencilham em verdade únicas, porém póstumas a uma compreensão sobre a realidade de tudo. Julgamos e somos julgados, apontamas mas o mais interessante é que nunca adimitimos que também estamos errados, que o apontamento do outro é tão válido como o nosso. Nossas categorias, são somente objetos de indentificação em um corpo social que busca a padronização. A linguagem assim, toma forma de reger esse ato, e toda significação contida a cada vírgula tem por objetivo final a execração da forma, metafísica e essencial de bom cidadão. As 4 causas aristotélicas nos dão tanto trabalho, e servem apenas pra nos dizer que sabemos rotular e garantir a discriminação.

sábado, 10 de março de 2007

um sorriso e duas palavras...

De dois em dois o texto se alonga... a gente escreve, escreve e tenta fazer o argumento valer a pena... talvez ele valha mesmo, ou talvez, não sirva pra nada.. mas mesmo assim a gente escreve, continua nossa saga muitas vezes batidas como aquelas canções bregas... meião comprido bem no tornozelo e faixinha na testa... é assim nossa escrita.. leve, pesada.. não importa.. por mais brega e tola que pareça é nossa escrita.. sem lirismo e sem rima, são nossas mentiras. Aquelas coisas que não contamos nem pra nós mesmos mas sempre dizemos pela ponta de um lápis.. na ponta de uma tecla.. por que será que insistem em sair de nossos dedos? Bem, melhor que sair de outro lugar né.. porque senão só vem merda.. e dai não há porque insistir em aguentar.. em continuar a escrever...
O interessante é que a gente por mais que não tenha nada a dizer escreve, prossegue.. e se sente confortável com isso... talvez pela falta de propósito ou intenção na escrita, pois, quando há a obrigação de escrever, mesmo que esteja bem pra isto e tente.. notepad´s serão fechados sem salvar, folhas serão amassadas, e nada se concluí.. ou melhor! se concluí que, a não obrigação é a melhor coisa pra rabiscar alguns desenhos no final do caderno ou simplesmente pensar em alguem..
Se duas palavras bastassem, me faço mudo pra guarda-las comigo pra sempre.. ao seu lado.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Erga omnes!

No cômodo afago da poltrona.
A luz na frente de teus olhos piscam!
Pessoas estão a pedir!
Você está a gozar da real glória que nos faz todos civilizados e senis!

Mas contra quem!?
Contra todos! Contra nós mesmos!
O grito surge de dentro! A raiva ainda mostra que não está perdida debaixo de discursos eloquentes sobre a revolta.

Erga omnes! Erga omnes!
Se levante homem e contra todos ouse sem esitar!
Grite mas não com a propriedade de um balconista!
Grite como a propriedade de homem!

O princípio de teu ser, está nas mãos que um dia negará!
Quanto mais pensar, ou, o próprio loco de deken sobre si mesmo já se torna o princípio da negação!

Não passa por sua testa que te chamam de um nome, que te veneram calado e palpitam por um estado sempre sem reação?
Tu não figuras que é sempre a mesma postura a engolir sem esforço a mesma palavra todos os dias?
Contra todos significa contra si mesmo!
Então se levante homem e desligue essa tv!

quarta-feira, 7 de março de 2007

ditirambo de tomahawk

(...)E a impressão que a gente tem das coisas, o molde que traçamos às interpretações cheias de significado na nossa cabeça, me fazem perguntar porque nos silenciamos e nos tornamos certos demais de um resposta tão complicada, e dizemos que ela significa algo simples. Garantir a presença do chão, o domínio do chão sobre o ouvinte, a verdade se toma como rarefeita, e o olhar retórico garante o senso aceito e compartilhado. Deuses se fazem e mitos surgem sobre a velha forma da proposta única, de que a palma da mão é lida por todos, mas só um sabe o que diz.
É sobre nos mesmos que dizemos, que apontamos a culpa e que nos revestimo da humildade para se ter a sociabilidade induzida. O fraco se faz enganar por todos, se faz ter por todos, querer por todos, a se pertencer por todos, onde ignora o sentir e mascara o sorriso. O fraco aponta o peito contra a arma, sente o gatilho puxar apenas pra se lembrar em um livro de história.. Marca e origem, é sobre nós que dizemos, é sobre nos que escrevemos, sobre a negligência das entrelinhas, sobre as coisas não ditas que os melhores ditos livros se destoam. Pois eles nunca conseguem falar sobre o que realmente deveria ser lido. E você sabe o que.

humano, demasiado humano

Menos poético soaria a contradição de nossas palavras se não fizéssemos disso apenas uma arma pra nossa intolerância... como o molde do jargão, a veracidade da moral, a essência dos termos que empregamos como se fossem cunhados por um martelo. Tanger sobre a ausência da resposta. Pela eloquência dos rumores que nos cercam quando pesada nossa cabeça se faz ao travesseiro, não por uma consciência pesada moldada pela culpa, mas pelos planos mirabolantes de outrora, quando suas pernas não eram tão bambas ao dia nascer.