quarta-feira, 9 de maio de 2007

a sua revolta de bolso.

você olha de longe, tira a culpa das suas costas, se quiser, chega a despresar e dizer que não vale de nada, os passos firmes, mãos ao céu. você afirma que não vale nada, pelo simples fato de não estar ali, tira a culpa das costas, do que acontece alí também faz parte de você. camisas brancas e manchas em vermelho, talvez fosse melhor se uma bomba não tivesse estourado, e o gás não tivesse saido pra te fazer chorar, coçar os olhos, e falar mal, pois você olha de longe, tira a culpa das costas, aponta o dedo e tira a razão do peito, a emoção do cérebro, e simplesmente diz que não vale nada.afirma que está só, se faz só, tira a culpa das costas, veste qualquer rótulo provisório, se destaca e se diz melhor, por ter tirado a culpa das costas, por aquela bala não ter atingido você, e achar que nunca atingirá. que a borracha marque a suas costas, pois acredita não fazer parte. de longe é sua cabeça. de longe é sua revolta. que tira a culpa das costas. que pede pra não estar alí por se achar melhor.a marcha cega, do seu olhar forte. a canção roga, a vozes alastram as esquinas, bueiros viram canecas de sangue, quando a chuva cair e lavar o chão, pisado e marcado por nós.você olha de longe, diz nada valer a pena.tira a culpa das costas, e se afirma ideal por ter razão maior, que é simplismente tirar a culpa das costas.não diga que você não faz parte, pois um dia, a certeza te acertará no peito, e verá teus irmãos chorarem por algo que você simplesmente ignorou.

Um comentário:

Anônimo disse...

a culpa é de todo mundo, de todo mundo como um só.