sábado, 10 de março de 2007

um sorriso e duas palavras...

De dois em dois o texto se alonga... a gente escreve, escreve e tenta fazer o argumento valer a pena... talvez ele valha mesmo, ou talvez, não sirva pra nada.. mas mesmo assim a gente escreve, continua nossa saga muitas vezes batidas como aquelas canções bregas... meião comprido bem no tornozelo e faixinha na testa... é assim nossa escrita.. leve, pesada.. não importa.. por mais brega e tola que pareça é nossa escrita.. sem lirismo e sem rima, são nossas mentiras. Aquelas coisas que não contamos nem pra nós mesmos mas sempre dizemos pela ponta de um lápis.. na ponta de uma tecla.. por que será que insistem em sair de nossos dedos? Bem, melhor que sair de outro lugar né.. porque senão só vem merda.. e dai não há porque insistir em aguentar.. em continuar a escrever...
O interessante é que a gente por mais que não tenha nada a dizer escreve, prossegue.. e se sente confortável com isso... talvez pela falta de propósito ou intenção na escrita, pois, quando há a obrigação de escrever, mesmo que esteja bem pra isto e tente.. notepad´s serão fechados sem salvar, folhas serão amassadas, e nada se concluí.. ou melhor! se concluí que, a não obrigação é a melhor coisa pra rabiscar alguns desenhos no final do caderno ou simplesmente pensar em alguem..
Se duas palavras bastassem, me faço mudo pra guarda-las comigo pra sempre.. ao seu lado.

Um comentário:

Anônimo disse...

é. é tão bom escrever ou ler quando não se trata de uma obrigação..
na verdade, tudo que se é uma obrigação acaba não tendo uma satisfação.
as minhas duas palavras que escrevo, digo, guardo e carrego, se transformam em sorrisos..
[esse seu texto me lembro o meu ultimo email que te mandei..]
escrever sem intenção..escrever sem obrigação..mas escrever com a alma.
;*
te amo.